Saiba como ter peticao inicial pronta

01/05/2019

Você sabe o que peça inicial necessita ter para ser excelente?

peticao inicial pronta

Vamos ver?

1 – Preparação e estratégia

Ao longo dos meus quase 12 anos de advocacia, notei que antes de redigir uma petição inicial é essencial prepará-la, estipulando a estratégia para a peça.

Estude bastante o caso ocorrido pelo cliente, rascunhar os pontos principais da petição, no papel ou mentalmente, traçando uma estratégia processual bem firme, inclusive já indicando os possíveis fundamentos na lei e respectivas consequencias.

Começar sem passar por essa etapa é correr o risco de escrever uma peça sem ter um norte, o que gera uma gigantesca perda de tempo e, provavelmente, financeira também.

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2 – Levantamento do direito processual e material

Para inserir os fundamentos jurídicos, uso um trick simples: abro um arquivo de texto à parte e coloco ali diversos os aspectos jurídicos a serem abordados.

Jurisprudência, artigos da lei material e processual, doutrina específica ou seja, tudo que for de utilidade e necessário.

E ao passo que escrevo escrevo, vai “tickando” cada um dos pontos. Dessa forma minha mente entende, inclusive, que o requerimento está se concretizando, o que mantém o foco e cria ainda mais energia para ir em frente, afinal, ser produtivo motiva.

3 – pedir e requerer:

Você acha que na situação atual do Judiciário, o juiz tem possibilidade de ler cuidadosamente todas as peças que entram ao gabinete?

Qual a reação da maioria?

Ler diretamente os pedidos e requerimentos.

Qual o motivo?

Por um motivo simples: é lá que se encontra (ou pelo menos deveria se encontrar) a pretensão jurídica.

Consequentemente se parte para os sucedidos e fundamentos jurídicos.

É triste? Sim. Todavia é a realidade, então temos de encará-la.

Então, capriche nos seus pedidos.

Veja se você elencou todas as necessidades ou todos os desejos do seu cliente, em termos jurídicos.

Além disso, não deixe os requerimentos para trás, eles também são importantíssimos (e o novo CPC tem novidades sobre esse assunto, como, por exemplo, o inciso VII do art. 319!).

4 – Clareza, concisão e objetividade

Hoje em dia, tudo é muito ligeiro, dinâmico, não há tempo a perder.

Encerrou-se a era da advocacia clássica e artesanal em que o jurista escrevia 30 ou 40 folhas numa petição inicial cheia de repetições e termos jurídicos, além dos termos em latim.

Atualmente quanto mais direta e objetiva for a peça inicial, melhor será, inclusive para você como advogado, que terá uma maior “simpatia” do juiz e aumentará as chances de que sua peça seja realmente lida.

Não quero falar que a norma erudita deva ser esquecida.

Escrever sem erros continua sendo fundamental.

Mas os exageros e os rebuscamentos devem ser eliminados.

Ser mais preciso, usar períodos curtos, ser diretos, além de variar as palavras sinônimas, contribuirá com a qualidade da linguagem e da transmissão de parecer dentro da peça.

5 – Análise e revisão

Revise antes de enviar, aquilo que foi redigido anteriormente, isso acaba com as chances de deixar de lado pontos essenciais.

Nosso cérebro absorve mais e trabalha melhor as mensagens dessa maneira.

Ao ler de novo um conteúdo que escrito dias atrás, aparece uma nova visão sobre o assunto.

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