Saiba como ter peticao inicial pronta

01/02/2019

Você sabe o que um requerimento inicial precisa ter para ser excelente?

peticao inicial pronta

Vamos ver nos pontos abaixo?

1 – Preparação e estratégia

Ao longo dos meus quase 15 anos de advocacia, aprendi que antes de redigir uma petição inicial é imprescindível passar pela fase de preparação, montando a estratégia para a petição.

Analise bastante o caso passado pelo cliente, rascunhar os pontos principais da petição, mentalmente ou no papel, trabalhando em uma estratégia processual bem definida, inclusive já apontando os eventuais fundamentos jurídicos e respectivas consequencias.

Começar sem passar por essa fase é correr o risco de ter um requerimento sem ter um norte, o que causa uma grande perda de tempo e, provavelmente, de dinheiro também.

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2 – Levantamento do direito material e processual

Para levantar os fundamentos jurídicos, uso uma dica simples: abro um arquivo de texto paralelamente e insiro ali todos os aspectos jurídicos a serem abordados.

Jurisprudência, artigos da lei material e processual, doutrina específica somente, tudo que for útil e necessário.

E a proporção que escrevo, vai ”riscando” cada um dos itens. Dessa forma minha mente vê, inclusive, que o requerimento está se concretizando, o que mantém o foco e cria ainda mais energia para ir em frente, afinal, ser produtivo também é importante.

3 – Requerer e pedir:

Você acha que na condição atual do Judiciário, o juiz tem condições de ler atentamente todas as peças que entram ao gabinete?

E aí, o que a maioria deles faz?

Ler diretamente os pedidos e requerimentos.

Qual o motivo?

Por explicação simples: é lá que se encontra (ou pelo menos deveria se encontrar) a pretensão jurídica.

Posteriormente se parte para os fatos e fundamentos jurídicos.

Acha ruím isso? Todavia é a realidade, então temos de encará-la.

Por isso, capriche nos seus pedidos.

Veja se você elencou todas as necessidades ou todos os desejos do seu cliente, em termos jurídicos.

Além disso, não deixe os requerimentos para trás, eles também são importantíssimos (e o novo CPC tem novidades sobre esse assunto, como, por exemplo, o inciso VII do art. 319!).

4 – Objetividade, Concisão e clareza

Nos dias de hoje, tudo é muito rápido, movimentado, o tempo corre.

Terminou a época da advocacia clássica e manual em que o jurista redigia 30 ou 40 folhas numa peça inicial recheada de repetições e termos jurídicos, além dos vocabulário em latim.

Hoje em dia quanto mais objetiva e direta for a peça inicial, melhor para todos, inclusive para o advogado, que terá uma maior “simpatia” do juiz e terá as chances de que sua peça seja realmente bem analisada.

Não significa que a escrita erudita deva ser esquecida.

Escrever de modo correto continua sendo fundamental.

Mas os excessos e os rebuscamentos podem ser eliminados.

Ser mais exato, usar frases compactas, ser diretos, além de variar as palavras sinônimas, ajudará com a qualidade da linguagem e da expressão de ponto de vista dentro do requerimento.

5 – Reveja e analise

Revise antes de enviar, aquilo que foi escrito anteriormente, isso acaba com as chances de olvidar pontos essenciais.

Nosso cérebro percebe mais e opera melhor as informações dessa maneira.

rever novamente algo que foi escrito há um ou dois dias, surge novos aspectos sobre a tese.

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